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Cães Idosos - geriátricos - Perguntas e Respostas

 

É provável que os cães idosos tenham um ou vários problemas de saúde. No entanto, com a sua ajuda, poderão ter ainda à sua frente uma vida prolongada e confortável.

1- Qual é a idade considerada geriátrica para os pacientes caninos?
Os cães podem começar a manifestar alterações relacionadas com a idade dependendo do porte do cão:
Raças grandes ou gigantes: idosos – 6 a 8 anos de idade;  geriátricos  9 anos de idade
Cães de porte médio e pequeno: idosos 7 a 10 anos de idade; Geriátricos – 11 anos de idade
Pode ser evidente um declínio da condição geral do animal e uma aparência geral menos cuidada.

2- Principais cuidados com os cães idosos?

Os cuidados com os cães idosos devem ser dedicados ao controlo e monitorização de doenças crónicas, à prevenção da progressão de doenças e à criação de condições necessárias para uma boa qualidade de vida.

Reconhecer e controlar fatores de risco para a saúde;

Detectar doenças na sua fase pré-clínica;

Corrigir ou atrasar a evolução de alterações existentes;

Melhorar ou manter a funcionalidade residual.

3- Qual é o programa de saúde recomendado para cães idosos sem sinais clínicos de doença?

Na avaliação de cada paciente deve ser obtida uma história médica e comportamental completa.
A realização de um exame físico detalhado, incluindo os sinais vitais (temperatura, frequência do pulso, frequência respiratória, cor das mucosas e tempo de enchimento capilar, estado de hidratação) pode ajudar a estabelecer o que é normal para um determinado animal e a reconhecer alterações como um sopro cardíaco, dor, rins pequenos e irregulares ou um nódulo na tireoide. Num idoso saudável devem ser realizados anualmente pelo menos os seguintes testes de diagnóstico de rotina:

Hemograma, incluindo o hematócrito, contagem dos glóbulos vermelhos e brancos, concentração de proteína total, contagem de plaquetas;

Determinação da concentração de tiroxina (t4) para pesquisa de hipertireoidismo;

Análise completa de urina;

Devem ser realizadas análises de fezes e controlos parasitários nos cães que se encontrem em situação de risco de exposição a parasitas internos e externos Estes testes ajudam a dispor de uma panorâmica geral dos principais sistemas orgânicos e a identificar os problemas precocemente.

4- Qual é o programa de saúde recomendado para cães idosos com sinais clínicos de doença?

Deve ser realizado um exame físico detalhado cada seis meses, com repetição dos exames laboratoriais (hemograma, etc.) dependendo da condição médica e do estado de saúde do animal. Alguns pacientes podem ter necessidade de ser observados com maior frequência se os sinais clínicos evoluírem rapidamente, ou se se alterarem.

5- Quais as doenças comuns nos cães idosos?

Nos cães idosos são observadas várias alterações que começam a ser percebidas, tais como: problemas dentários decorrentes de placas bacterianas, cálculos dentários e gengivite, culminando com a perda de dentes e dor; alterações de funções renal, hepática, e das funções endócrinas e exócrinas do pâncreas; perda de massa muscular, com fraqueza e aparecimento de inflamações e degenerações articulares; formações neoplásicas. Nos olhos o aparecimento da catarata, glaucoma e outras doenças. As neoplasias mamárias representam cerca de 50% dos tumores em cadelas e, entre elas, os carcinomas representam o mesmo percentual. Os tumores mamários acometem cadelas com 10 anos de idade em média e; entre outros problemas. Fêmeas não castradas ou submetidas à ovariectomia, quando adultas, são as mais acometidas. Problemas cardíacos decorrentes do sedentarismo associado ao excesso de energia na dieta (gorduras e guloseimas) são relatados como importante causa de perdas de cães de forma precoce

6- Qual a melhor dieta para os cães idosos?

As principais marcas de alimentação animal desenvolvem continuamente dietas formuladas para cães idosos. São dietas fisiológicas e têm como objetivo minorar o aparecimento de patologias. Contudo, nem todos os cães devem ser alimentados da mesma maneira, ou por outro lado, as dietas fisiológicas podem não cobrir todas as necessidades de alguns cães. Existem dietas especiais para cães idosos com problemas de saúde como doenças renais, hepáticas ou gastrointestinais, problemas cardíacos, obesidade entre outros. Em caso do animal não se adaptar a essas dietas comerciais deve o tutor pedir ao seu veterinário a consulta de um Nutricionista, que lhe orientará da melhor maneira,

7- Com que frequência devem ser limpos os dentes dos cães idosos?

As bactérias associadas ao tártaro dentário e a dor consequente a uma doença dentária ou gengival contribuem para o declínio geral dos pacientes idosos. Nestes animais os dentes devem continuar a ser limpos regularmente; devem também ser realizadas as extrações necessárias para garantir um bom estado de saúde dentária.  Com uma boa saúde dentária, são menos prováveis as infecções secundárias e a diminuição da ingestão de alimento devido à dor dentária.

8- Quais os problemas comportamentais mais comuns nos cães idosos?

Os problemas comportamentais mais comuns nos cães são certamente a defecação e a micção dentro de casa ou fora de seu local determinado. Comportamento destrutivo, ansiedade e fobias, distúrbios repetitivos ou compulsivos, agressão e vocalização aumentada. A obtenção de uma história detalhada e a realização de um exame físico completo e de exames de diagnóstico ajudarão a identificar esses problemas subjacentes. Outro problema comportamental dos cães idosos é uma alteração de atitude, descrita normalmente como o animal ter-se tornado mais agressivo ou irritável. 
Devem ser consideradas como causas possíveis destas alterações uma doença ou dor subjacente. Alguns clientes comentarão que os seus cães se tornam mais calmos à medida que envelhecem. Embora isso seja possível, é prudente assegurar que essa letargia não se deve a qualquer problema subjacente, como por exemplo uma doença cardíaca, hipertensão ou alguma doença metabólica.

9- Como deve ser realizado o controlo da dor nos cães idosos?

Dor é sempre dor, independentemente da idade do paciente.  O tratamento da dor deve ser iniciado logo que é possível, quer se trate de uma dor aguda ou de uma dor crónica. Deve ser dada especial atenção a quaisquer condições subjacentes ou interações medicamentosas. 
Algumas causas de dor crónica incluem doenças articulares degenerativas, doenças inflamatórias, doenças dentárias e neoplasias. 
A dor aguda pode dever-se a traumatismos, intervenções cirúrgicas, neoplasias e condições como pancreatites, doenças do trato urinário e problemas gastrointestinais.

10- Quais os cuidados anestésicos especiais para os cães idosos?

A idade avançada não é uma razão para evitar anestesiar estes pacientes. No entanto, devem ser tomadas em consideração condições subjacentes quando se selecionam fármacos anestésicos e se administram tratamentos de suporte. Foi sugerida a administração intravenosa de fluidos antes, durante e depois das intervenções, com a finalidade de prevenir um comprometimento renal devido à hipotensão associada á anestesia geral e a permitir dispor de um acesso vascular, caso se torne necessário numa emergência. Daí a necessidade da presença de um Anestesista em qualquer ato cirúrgico. Também é importante monitorizar os cães idosos antes e durante a anestesia. 
Antes desta devem também ser realizados os exames sanguíneos adequados. 
Deve ser medida a pressão sanguínea e realizar um eletrocardiograma e estes parâmetros devem ser monitorizados enquanto ao animal está anestesiado.