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Como adotar um cão adulto

        Para quem lida com doação de animais, é triste ver um animal chegar aos 5 meses e não ser adotado. Já aí já se percebe que a chance arrumar uma família, está cada vez mais distante. Na verdade, tal e qual em humanos, há sempre preferência por bebês, pois imagina-se que animais criados por terceiros possam vir com hábitos ruins, e incorrigíveis tonando a adoção ao invés de prazerosa, uma fonte de problemas e grande decepção.

         Aí eu digo que, dependendo do proposito da adoção, é possível adotar um animal adulto sem receber um problema já formado. Desde que haja intenção do novo proprietário em permanecer com o animal para sempre, tudo é uma questão de boa vontade.

         Em primeiro lugar, deve haver consciência da parte da pessoa que adotar não é como comprar um móvel, que se vier com defeito poderá ser devolvido. A devolução de um animal é uma maldade, e para isso é melhor que permaneça onde está. Portanto se você está querendo adotar um animal somente para tomar conta da sua casa, pense se não seria melhor um sistema de alarme, pois este não come, não fica doente, não precisa de atenção e principalmente se ficar velho, você poderá trocar por um novo, coisa que com um cachorro, um ser vivo que sofre não poderá ser feito.

         Os primeiros contatos com o animal adulto podem ser difíceis, se o animal tiver algum potencial de agressividade ou até mesmo por medo. Tente conquista-lo. Uma boa maneira de fazê-lo é com petiscos. Ou então, deixe que aguarde com ansiedade o horário da refeição que só você poderá servi-la.

         Oferecer comida é uma forma de criar vínculo com o animal “mal-humorado”.

         Nos primeiros contatos físicos com o animal (ex. banho, limpeza dos ouvidos), é imprescindível o uso da mordaça ou focinheira, pois uma mordida nesta hora poderá criar um mal-estar na relação que está se formando aos poucos.

         É normal que, até para se defender de um estranho, o animal tente morder. Com o tempo depois da confiança estabelecida, provavelmente ele deixará de fazê-lo.

         É comum que na empolgação o novo dono vá ao pet shop e compre apara o cão a ração mais cara e um monte de “bugigangas”, o que pode ser um tremendo desperdício, além de uma grande decepção. No caso dos brinquedos, dê após um certo tempo, para que você possa escolher um adequado.

         Em relação ‘as camas, teste primeiro um pano, pois quando não está adaptado, o animal simplesmente as ignora.

         E quanto ‘a ração, compre um saco pequeno, pois muitas vezes, o animal acostumou-se com restos de “comida de panela”, e de início rejeitará a ração. Ofereça-lhe então comida caseira apropriada e vá misturando ‘a ração pretendida, até que ele aceite.

         Adotar um animal adulto exige uma grande dose de boa vontade, até porque estaremos colocando um “estranho” na nossa casa. Porém, pode ser vantajoso, já que filhotes tendem a ser muito levados, exigem muito mais atenção, e as despesas com a infância são muito maiores. Como tudo na vida, há vantagens e desvantagens e só que vai adotar poderá definir o que é melhor. E, caso a relação não dê certo, devolva o somente para o local de onde veio, pois assim o trauma para ele será menor. E, por fim, pense bem se quiser repetir a experiência, afinal, animal tem sentimento e não pode ser tratado como um objeto descartável. Rejeições podem criar sequelas irreversíveis.

         Até Breve